By Common Craft
Este é o artigo de que estivemos a falar no início da aula.
Não sei se já alguém reparou, mas depois de quase um século a convencerem-nos que todas peças jornalísticas entram em géneros muito estanques, a Internet em geral e os blogues jornalísticos em especial vieram pôr em causa que a forma tem de ser mesmo essa, apesar do conteúdo obedecer – às vezes – à mesma lógica.
O interessante é que já há jornais e revistas em papel (que redundância), mesmo em Portugal, cuja fragmentação de conteúdos já obriga a escrever quebrando as normas.
Será que por não ser formalmente correcta, segundo os manuais, essa informação deixa de ser jornalística?
Uma vez mais me ocorreu a referência das TED talks, uma fonte inspiração nas mais diversas áreas, desta feita a propósito das estatísticas – fica a sugestão de um dos temas desta semana:
Picturing excess Artist Chris Jordan shows us an arresting view of what Western culture looks like. His supersized images picture some almost unimaginable statistics – like the astonishing number of paper cups we use every single day.

Em entrevista, no Guardian, Tom Anderson fala do My Space 2.0.
Dados de vendas das três maiores newsmagazines dos EUA em 2007 são assustadores. Quebras na casa dos 30% fez com que a terceira do mercado passasse de semanal a quinzenal. A Newsweek a este ritmo fecha em cinco anos, dizem os analistas. A Time poderá não durar muito mais. Eu não sou fatalista, mas isto é dramático!
Chet Rhodes, do The Washington Post, aparece no primeiro vídeo, da Beet.Tv , a dizer que o jornal treinou 185 jornalistas para usarem vídeo. Já no segundo vídeo, Steve Ballmer, da Microsoft, diz que dentro de 10 anos anos, não haverá consumo de meios de comunicação que não seja feito numa rede IP.
“Here are the premises I have. Number one, there will be no media consumption left in 10 years that is not delivered over an IP network. There will be no newspapers, no magazines that are delivered in paper form. Everything gets delivered in an electronic form.”