Imprecisões e invenções

Uma das tarefas mais importantes quando se escreve um artigo é a verificação de factos. Se antes era preciso recorrer a  enciclopédias para confirmar factos históricos, hoje em dia temos acesso a essa informação através de wikis ou outros serviços online. Então como é que isto acontece?

Lisboa em ascensão turística

A capital de Portugal, Lisboa, é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português mas fala-se fluentemente o espanhol. É uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem européia e africana. Sua arquitetura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal o rio Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colônia portuguesa. D. Pedro I e II, D.João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimônios públicos. Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados casarios, clima tropical úmido, temperatura variável, fria no inverno e quente no verão, mas nada comparável ao calor brasileiro. Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitetos, preservando a originalidade das construções (…)”

Para além da falta de conhecimento histórico e cultural básico do autor, há irresponsabilidade de quem o publicou. Com toda a informação à distância de um clique, como é que isto acontece?

Retirado daqui

6 respostas a Imprecisões e invenções

  1. silviapatriciasilva diz:

    Surreal…

  2. monicamendes diz:

    Inicialmente, também pensei que se tratava de “humorismo”… enfim, apesar de não ser “matéria assinada”, aqui está um belo exemplo para mostrar a alunos a propósito da questão da (não) certificação da informação e da contextualização – especialmente inspirador para os adeptos do plágio😉
    (Infelizmente) há mais, muito mais, mas este é um autêntico delírio… ui!

  3. A questão que queria levantar aqui era que isto só pode acontecer e passar impune na versão em papel.Imaginem que alguém num site coloca este belo texto sem ter uma enormidade de utilizadores a insultar o autor e a corrigir os erros – crassos – nos comentários? Se há vantagens na interactividade e no crowdsourcing é a possibilidade de a informação poder ser ainda mais correcta (e corrigível). Daí eu defender a transparência de processos no trabalho dos jornalistas, sem grandes exageros claro, mas neste caso gostaria de saber de onde é que esta criatura retirou a informação. Não se pode ter todo o conhecimento sobre um dado assunto, mas através do crowdsourcing podemos encontrar informação e recurso através dos nossos leitores. Uma hipótese para fazer um artigo deste género era pedir, na fase de pré-produção, relatos, opiniões, e conhecimento aos utilizadores. Eles sentiriam que fazem parte do meio de comunicação, do processo de criação, e se tivessem os seus próprios blogs especializados, seriam devidamente creditados e linkados. O jornalista teria uma função editorial primordial, os testemunhos seriam reais – o relato jornalístico vive da experiência e da perspectiva alheia- o que tornaria a matéria mais próxima do leitor, mais humana. O jornalista passa a ser um gestor de informação, com competências de produção. E como o processo seria transparente, qualquer situação passível de ser contestada seria resolvida facilmente. Além disso, com a web, a maioria dos factos deste tipo são facilmente verificáveis. E na web, toda a gente deve assinar, ser comentada e na maioria das vezes estar acessível através de um contacto personalizado de email. É o fim da cortina de papel e tinta.

  4. miguel crespo diz:

    É por estas e por outras que a Web é tão interessante e ao mesmo tempo tão perigosa. Enquanto jornalistas as fontes têm de ser sempre confirmadas, e há formas simples de avaliar credibilidade dos sites. Não são infalíveis, mas resolvem 99% das dúvidas.

  5. anageorge diz:

    É por isso também que as marcas do jornalismo tradicional saem em vantagem no jornalismo online, porque levam consigo para a Internet, onde a quantidade de informação não garante a fiabilidade de toda ela, uma credibilidade associada.

  6. mmata diz:

    Incompetência, infelizmente, sempre existiu! A web, como diz o Alexandre, só veio por a situação mais a descoberto e permitir, pela fluidez do referee, “caçar” mais cedo o erro. Agora a questão da verificação das fontes de informação não é facilmente resolúvel com os procedimentos tradicionais. A transparência de processos, agora, é mais difícil, em certos casos. Basta pensarmos na tendência para abolir o contacto humano, não mediado, no processo de obtenção de informações: as entrevistas respondidas por mail, as reportagens feitas a partir da recolha de imagens, sons e depoimentos de cidadãos anónimos, etc, etc…

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