Imprecisões e invenções

Junho 22, 2008

Uma das tarefas mais importantes quando se escreve um artigo é a verificação de factos. Se antes era preciso recorrer a  enciclopédias para confirmar factos históricos, hoje em dia temos acesso a essa informação através de wikis ou outros serviços online. Então como é que isto acontece?

Lisboa em ascensão turística

A capital de Portugal, Lisboa, é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português mas fala-se fluentemente o espanhol. É uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem européia e africana. Sua arquitetura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal o rio Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colônia portuguesa. D. Pedro I e II, D.João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimônios públicos. Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados casarios, clima tropical úmido, temperatura variável, fria no inverno e quente no verão, mas nada comparável ao calor brasileiro. Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitetos, preservando a originalidade das construções (…)”

Para além da falta de conhecimento histórico e cultural básico do autor, há irresponsabilidade de quem o publicou. Com toda a informação à distância de um clique, como é que isto acontece?

Retirado daqui


Um devaneio pessoal sobre o futuro dos jornais

Junho 20, 2008

Na manhã de hoje falámos da desconstrução/(re)construção das empresas de informação, e durante a aula não deixava de pensar num post que fiz em reacção a dezenas de notícias que falavam sobre a evolução/morte dos media e os novos modelos de negócio. Por isso, o que gostaria era que num bocadinho (o texto é grande) lessem o meu post e comentassem, dessem novas ideias, digam onde é que acham que estou errado ou apenas louco.

Como manter a chama viva – Linhas de orientação para o futuro dos jornais


fotografia: Comstock

(Ironia procura-se na relação título/imagem)

Tem sido um assunto recorrente aqui por estes lados, e todas as semanas podemos ler, num tom mais ou menos desesperado sobre isso em blogs, sites da indústria, think tanks: académicos, gestores, profissionais, estudantes, toda a gente tem ideias sobre as razões de os jornais estarem a cometer suicídio, mas são tão claras como as explicações disponíveis para as baleias que decidem vir morrer na costa. Há muitas opiniões, mas se descobríssemos as verdadeiras razões para isto, talvez pudéssemos resolver este problema. Esse foi o apelo de Richard Koci Hernandez no seu post Conversations: Am I Missing Something? Help!, que ele escreveu como reacção ao post de Jeff Jervis Newspapers are f’ed. Por isso , a minha insónia levou-me a responder ao apelo de Koci e dar a minha humilde opinião sobre como podemos ajudar os jornais a ajudarem-se a eles mesmos.

O meu objectivo ao partilhar estas ideias é criar mais diálogo, em vez do ocasional comentário, por isso estão à vontade para justapôr , complementar, destruir ou mesmo sorrir com desprezo pelas minhas ideias. Vamos fazer um castelo, pegar-lhe fogo, (re)fazê-lo melhor. Ou então sentem-se à volta do lume e tragam as vossas melhores histórias de terror.

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“Saving Journalism So It Can Save The World”

Junho 18, 2008

Charlie Beckett é jornalista e director do Polis, um think tank dedicado às relações entre o Jornalismo e a Sociedade. Ele escreveu um livro intitulado “SuperMedia: Saving Journalism So It Can Save The Worldonde ele define o papel do jornalismo na sociedade contemporânea e a sua importância para a manutenção da democracia e da liberdade de expressão e informação. Mas a própria sociedade tem um papel fulcral a desempenhar neste processo.  Aqui ficam algumas ideias base retiradas desta entrevista:

“Este livro é o meu manifesto para os media como jornalista e também como cidadão do mundo. Como jornalistas estamos sempre a ouvir dizer como os meios de comunicação têm um poder enorme para moldar a sociedade e acontecimentos, para mudar vidas e a história. Então porque é que a nossa sociedade é tão descuidada em relação ao futuro do jornalismo?”

“O Jornalismo tem muitos papéis: é entretenimento, vigilante, informador, fórum, mediador económico e mais. As sociedades com meios de comunicação abertos e prósperos parecem ser mais ricas e melhor ajustadas”

“As pessoas vão continuar a ser desonestas, parciais e gananciosas tanto online como offline, eu não penso que os novos media apresentem quaisquer novas ameaças comparados com os velhos media.”

“As pessoas resistem sempre à mudança. Os Novos Media implicam aprender truques novos. Alguns postos de trabalho vão desaparecer. E como desafiam os conceitos do velho Jornalismo, algumas pessoas acham-nos ameaçadores.”

“O jornalismo gosta de pensar que é um super-herói quando na realidade é o Clark Kent.”