Um devaneio pessoal sobre o futuro dos jornais

Junho 20, 2008

Na manhã de hoje falámos da desconstrução/(re)construção das empresas de informação, e durante a aula não deixava de pensar num post que fiz em reacção a dezenas de notícias que falavam sobre a evolução/morte dos media e os novos modelos de negócio. Por isso, o que gostaria era que num bocadinho (o texto é grande) lessem o meu post e comentassem, dessem novas ideias, digam onde é que acham que estou errado ou apenas louco.

Como manter a chama viva – Linhas de orientação para o futuro dos jornais


fotografia: Comstock

(Ironia procura-se na relação título/imagem)

Tem sido um assunto recorrente aqui por estes lados, e todas as semanas podemos ler, num tom mais ou menos desesperado sobre isso em blogs, sites da indústria, think tanks: académicos, gestores, profissionais, estudantes, toda a gente tem ideias sobre as razões de os jornais estarem a cometer suicídio, mas são tão claras como as explicações disponíveis para as baleias que decidem vir morrer na costa. Há muitas opiniões, mas se descobríssemos as verdadeiras razões para isto, talvez pudéssemos resolver este problema. Esse foi o apelo de Richard Koci Hernandez no seu post Conversations: Am I Missing Something? Help!, que ele escreveu como reacção ao post de Jeff Jervis Newspapers are f’ed. Por isso , a minha insónia levou-me a responder ao apelo de Koci e dar a minha humilde opinião sobre como podemos ajudar os jornais a ajudarem-se a eles mesmos.

O meu objectivo ao partilhar estas ideias é criar mais diálogo, em vez do ocasional comentário, por isso estão à vontade para justapôr , complementar, destruir ou mesmo sorrir com desprezo pelas minhas ideias. Vamos fazer um castelo, pegar-lhe fogo, (re)fazê-lo melhor. Ou então sentem-se à volta do lume e tragam as vossas melhores histórias de terror.

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Truth is the future

Junho 20, 2008

Huffington said that the truth is more important that balance. There are multiple opinions, but establishing the facts is the key goal of reporters. “Those facts might be contestable, yes, but that doesn’t mean they are not establishable”.

Arianna Huffington in conversation with Alan Rusbridger.


A Internet a mudar o Jornalismo

Junho 18, 2008

“I very quickly realised what the advantages of working for an online audience are, but there was a time when I thought online journalism wasn’t journalism because they would just read the wires and rewrite it. Now it means more to me to get stories onto the web than in the
paper
.

“Internationally there’s a greater appetite for stories, and the other advantage is that people link to you. It’s a great way of promoting your stuff”

* jornalista Riazat Butt

Estará a Internet a mudar a maneira de fazer jornalismo? E o que será o jornalismo no futuro? É mais uma questão que poderá ser discutida nas nossas aulas e que, para já, poderá ser introduzida por este artigo muito, muito interessante.