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Julho 7, 2008

Congresso Ciberjornalismo – 11/12 Dezembro na Universidade do Porto

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Uma mudança no Público

Julho 4, 2008

“Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola”. O título de uma notícia no site do Público, hoje, causa espanto. A linguagem é coloquial, longe do que estávamos habituados, e prometia ser o início de uma nova forma de escrever; convenhamos, mais próxima do que são as necessidades do público de sites informativos. Mas não, tratava-se de um artigo de opinião de Maria Filomena Mónica. O que também é bom.

Ao colocar um artigo de opinião no mesmo seguimento das notícias da front page, sem destacar se é opinião ou informação noticiosa, o Público abre um precedente que lhe permitirá obter mais leitores e mais interacção com os leitores habituais, visto que um dos handicaps do site era a Opinião estar fechada por pagamento. E, ao mesmo tempo, quebra a hierarquia de informação habitual, baseada em breaking news, seguindo uma tendência que outros jornais têm explorado e com sucesso: a de que é preciso dar alguma voz ao meio, para promover o diálogo com o leitor. A lógica baseia-se no facto de que as pessoas respondem mais à opinião de outras pessoas (mesmo que sejam opinion makers) do que às hard news.

Outra questão a reter é que o Público não o faz de forma inocente. Os leitores são um mercado, ou melhor, um conjunto de vários mercados. Um dos mais fanáticos é o dos professores. O texto coloca-se em crítica sobre as orientações do Ministério da Educação nos exames de Português e ao fazê-lo está lado a lado com alguns professores na crítica às instâncias governamentais. Sendo este um dos grupos que mais lê e se informa, e a autora do texto uma das vozes mais críticas no panorama da educação, não admira que tenha o número de comentários que tem.


Conferências ao vivo

Junho 30, 2008

Para quem se interessa por estas coisas, leiam este post de Gisele Honscha.


O depois

Junho 29, 2008

Acabou o workshop mas ainda há outras coisas a discutir: nem todos responderam ao mail para a lista de contactos, se não o viram procurem na vossa caixa de spam, só reenviarei a lista completa a quem partilhou informação. Depois, eu já fiz o download dos ficheiros que estavam no moodle, se por alguma razão não conseguirem sacar de lá os ficheiros peçam-me que eu envio-vos um .zip . E se souberem de alguma oportunidade para concursos ou trabalho partilhem, nem sempre se sabe de tudo. Tamém gostaria de conhecer a vossa opinião sobre o futuro deste blog, por mim poderia funcionar como plataforma de partilha de coisas que nos chamem a atenção, desde estudos  a artigos, e que pode funcionar como um repositório para os alunos seguintes. Digam de vossa sentença.

Abaixo fica o link para um excelente  post de Juan Freire que vamos perceber muito bem, já que as referências que ele dá são as mesmas que tivemos nestas duas semanas. Obrigado e bom Verão.

Alexandre Gamela

Crisis y reinvención de los medios

He dedicado las dos últimas semanas en Soitu.es | Piel digital a analizar la largamente anunciada y debatida crisis de los medios de comunicación, especialmente los periódicos “en papel”, y sus oportunidades de reinvención digital. Empecé con ¿Qué soy? La crisis de identidad de medios y blogs, que ya comenté aquí, y he continuado con una serie de posts sobre la “Crisis y reinvención de los medios”, que comencé con esta introducción:

La irrupción de Internet y las tecnologías digitales y, en especial, los cambios sociales que han desencadenado han modificado totalmente el negocio de los medios de comunicación. La prensa escrita en particular está sufriendo graves crisis de identidad, que se extienden también a los propios “medios” digitales a los que han dado paso algunos blogs. Y detrás, ¿o antes?, de la identidad llega la economía, a la organización … Loa factores que entran en juego son numerosos y diversos, pero como resultado se ha puesto en marcha una reestructuración, muchos hablan de revolución más o menos silenciosa o estruendosa, del ecosistema de los media. De las consecuencias finales por ahora existen escasas certidumbres pero los indicadores y las opiniones empiezan a señalarnos el futuro.

La publicación de datos sobre las tendencias del negocio publicitario en los medios en papel y digitales en EEUU y los debates que han tenido lugar en una serie de eventos que se han celebrado en las últimas semanas a ambos lados del Atlántico pueden permitir dibujar algunos escenarios posibles de futuro. Analizaremos en una serie de posts algunas de estas tendencias, dentro de los múltiples e inagotables puntos de vista desde los que podríamos aproximarnos a la crisis y reinvención de los medios. Así, empezamos a explorar a partir de aquí estos temas:

  1. Tendencias en la publicidad en prensa: ¿dónde está la catástrofe?
  2. Un escenario apocalíptico para el futuro periodismo: ¿se acabó la objetividad y la investigación?, ¿está en preligro la democracia?
  3. Un escenario viable para el periodismo: ¿un futuro digital?, ¿pasaremos del (¿fallido?) periodismo ciudadano al periodismo en red?
  4. ¿El diablo está en los detalles?: Periodismo digital, tecnologías y propiedad intelectual


Web semântica: 3.0 ou apenas uma evolução?

Junho 26, 2008

Um artigo que pertence a uma série que o Online Journalist Blog pretende fazer sobre jornalismo semântico põe os pontos nos ii e mostra que a Web semântica não é conceptualmente a grande revolução que aí vem, mas antes uma evolução do que já existe.

A questão é: a web semântica não será muito diferente da web 2.0. Como tal, é exagerado pensá-la como 3.0.

Conforme explica o artigo, na web semântica, ao digitarmos “Que temperatura faz em Lisboa”, a resposta que nos aparece é 28º. Ou seja, é uma resposta inequívoca e exacta para o que perguntamos. Pelo contrário, hoje em dia, o que temos é uma variedade de informação (os termos, num motor de busca) sobre o assunto Temperatura ou Lisboa. As probabilidades de acertar no que queremos é quase nula, como se pode ver numa pesquisa pelo Google.

A partir deste exemplo, podemos compreender que a web semântica limitará as dificuldades de acesso à informação. A pesquisa terá mesmo uma resposta e não apenas um resultado.

Como é que isto é feito? Tal como se explica também nesta maravilhosa infografia no El País, a web semântica correlaciona os termos de uma frase, compara o seu uso, e identifica o que essa frase pretende dizer. Embora pareça sempre que o sistema vai descobrir a partir do nada o que uma palavra quer dizer – a sua semântica – a verdade é que utiliza uma base de dados gigantesca que lhe permite correlacionar os termos da pergunta. O segredo é que esta base tem não só os dados em si, como tem que os ter “marcados” em relação ao seus usos. No fundo, é o mesmo principio que utilizamos quando fazemos tags em determinada informação.

Por este principio ser tão simples, custa a acreditar que esteja a demorar tanto tempo a vigorar. O motivo é muito simples. Dada a impossibilidade de construir uma base de dados com toda a linguagem humana (e não apenas as línguas), que é disso que se trata, o que os investigadores estão a tentar desenvolver é um protocolo que já incorpore automaticamente essa marcação. Porque em bases de dados pequenas, dentro de um sistema de informação de uma empresa, ou do corrector ortográfico do Word, por exemplo, isso é possível, visto que os termos são conhecidos.

Outra questão referida no artigo são as metáforas, entendidas aqui como desvio de sentido. A web semântica não poderá indentificar o sentido de uma metáfora porque… ela não tem sentido. Mais ainda, como é que poderá retirar sentido de expressões cujo sentido está para além do literal, como no exemplo citado no artigo “O camião parou ao pé de mim”, cujo verdadeiro significado é que ele não me atropelou?

Questões como estas foram amplamente discutidas na primeira metade do Sec. XX pelos filósofos do Linguistic Turn, que vale sempre a pena ler, começando por Wittegenstein. Em alguns debates dessa altura, chegou-se a utilizar comparações com máquinas automáticas. Não eram mais que os computadores de agora. Resta apenas lembrar o clássico confronto homem-máquina da ficção científica. O que é que as máquinas não conseguiam fazer? Perceber além do sentido literal. A semântica é sentido dentro de contexto. Dentro, não fora.

Não quero dizer que a web semântica não irá alterar o nosso relacionamento com a informação. Mas parece-me exagerado dizer que seja uma revolução.


A livraria do futuro?

Junho 25, 2008

E agora algo “ligeiramente” diferente… uma livraria quase real.


Ética e fotojornalismo

Junho 25, 2008

De entre os vários blogs de fotojornalistas, chamou-me recentemente a atenção o do Mark Hancock. Numa altura em que as opções empresariais e a voracidade tecnológica empurram o debate destas questões para os académicos, é bom ver os também profissionais na liça. As questões que ele coloca são incontornáveis. Uma das que mais debate tem gerado diz respeito à manipulação digital de imagens. Se tivermos em conta que grande parte do poder da imagem jornalística, sempre assentou no seu carácter de testemunho, de “prova”, a possibilidade de violação do pacto presencial (para haver imagem da coisa a coisa teve de perante a câmara) faz soar todas as campaínhas alarmistas.

Na verdade, manipular imagens sempre foi possível; a diferença é que a tecnologia permite, hoje, fazê-lo melhor e por mais gente. Na origem do problema está a honestidade e a responsabilidade decorrente do contrato social que os jornalistas estabelecem com o público: manipular imagens é mentir. Ponto. Alegações, ainda que puramente técnicas, solicitando intervenção para equilibrar a luz, temperar a cor, reforçar o ângulo, são pequenas frestas abertas para a mentira , nem que seja a mentira sobre o talento do fotógrafo.